quinta-feira, fevereiro 19, 2026
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Carnaval de Cajazeiras 2026 reúne quatro dias de música, emoção e diversidade na Pronaica

O Carnaval de Cajazeiras 2026 transformou a Pronaica em um verdadeiro palco de ritmos, encontros e debates. Durante quatro dias, o bairro vibrou com artistas locais, nomes consagrados e uma mistura musical que foi do forró ao pagodão, do reggae ao axé.

O Folia Cajacity acompanhou tudo de perto. Confira como foi cada dia de festa:

Primeiro Dia: emoção e representatividade

A abertura oficial ficou por conta de Wilian Sean, artista de Cajazeiras, que viveu um momento especial ao realizar o sonho de cantar no Carnaval do seu próprio bairro. Emocionado, ele mostrou talento, presença de palco e forte conexão com o público. Foi um início simbólico, valorizando um talento da casa e colocando a comunidade no centro da festa.

Na sequência, Larissa Gomes levou a sofrência para o palco e protagonizou um dos momentos mais marcantes ao descer e cantar no meio do povo, transformando o show em um verdadeiro abraço coletivo.

O forró ganhou espaço com Forró do Tico, mantendo a tradição nordestina viva e colocando muita gente para dançar coladinho.

O pagodão tomou conta com Laskiné, que fez a Pronaica virar pista de dança ao ar livre.

Encerrando a primeira noite, Seu Maxixe fechou com intensidade e muita vibração, garantindo que ninguém fosse embora parado.

Segundo Dia: cultura nordestina e mistura de ritmos

 

O segundo dia começou com Robson Morais, da Banda Mel, levando muito axé para a Pronaica e aquecendo o público logo cedo.

Depois foi a vez de Targino Gondim, reforçando a identidade cultural com seu forró autêntico e cheio de raízes nordestinas.

Com 15 anos de estrada, 100 Parea animou o público com seu estilo voltado ao forró e à vaquejada, trazendo aquela pegada que mistura tradição e festa.

A quarta atração foi a Banda Melaço de Cana, que apostou em uma mistura de forró, pagode e axé, mostrando versatilidade no repertório.

Fechando a noite, Lukas Lima levantou a multidão com pagodão e relembrou sucessos antigos, criando um clima de nostalgia e energia ao mesmo tempo.

Terceiro Dia: swing, reggae e diversidade

O terceiro dia abriu com Guga Meyra, trazendo pagodão e swing baiano, daqueles que não deixam ninguém parado nem por um segundo.

A banda Pra Casar veio em seguida com repertório variado e proposta sem rótulos, misturando estilos e conquistando diferentes públicos.

Um dos momentos mais aguardados foi a apresentação de Isaque Gomes, filho do ícone do reggae Edson Gomes. Isaque mostrou identidade própria, mas também emocionou ao cantar clássicos que marcaram gerações, criando um dos pontos altos do Carnaval.

Na sequência, a banda Mambolada levou o ritmo regional brasileiro para o palco, ampliando ainda mais a diversidade musical da festa.

Encerrando a noite, Wilsinho manteve a energia elevada com um show cheio de mistura sonora e presença de palco.

Quarto Dia: despedida em grande estilo

O último dia manteve o padrão de intensidade do início ao fim.

A abertura ficou por conta de Cris Lima, iniciando a noite com animação e interação com o público.

Depois, Gui de Paula assumiu o palco com repertório variado, passeando por diferentes ritmos.

A terceira atração foi Matheus do Acordeon, levando forró raiz e colocando todos para dançar, reforçando a presença nordestina na programação.

Como surpresa, a Banda Hitsoul trouxe pagode das antigas e nostalgia para o público, transformando a Pronaica em uma grande roda de lembranças musicais.

Um dos shows mais esperados foi o de A Dama, que dominou a Pronaica com seu pagodão potente e presença marcante.

Encerrando oficialmente o Carnaval de Cajazeiras 2026, a Banda A Patroa fechou a festa em clima de celebração, deixando aquele gostinho de “até o próximo ano”.

organização dos trailers agrada moradores

Outro ponto que chamou atenção no Carnaval de Cajazeiras 2026 foi a reorganização dos trailers de alimentação. Neste ano, eles foram direcionados para a parte de baixo da Pronaica, na área da quadra, formando uma verdadeira praça de alimentação.

O novo formato criou um espaço mais organizado, facilitando a circulação do público e concentrando as opções gastronômicas em um único ponto. Para muitos foliões, isso trouxe mais conforto, praticidade e segurança durante os quatro dias de festa.

Moradores relataram que o modelo já havia sido adotado em carnavais anteriores e demonstraram aprovação pela retomada da ideia. Segundo parte da comunidade, a organização contribuiu para uma experiência mais agradável e defenderam que, se possível, o formato seja mantido nas próximas edições.

Além da música no palco, a praça de alimentação se tornou ponto de encontro, descanso e recarga de energia entre um show e outro, reforçando que Carnaval também é convivência e organização.

Repercussão e críticas da comunidade

Apesar da grande participação popular e da movimentação intensa durante os quatro dias, parte dos moradores de Cajazeiras demonstrou insatisfação com a programação deste ano.

Nas redes sociais e durante o evento, alguns foliões criticaram as atrações, afirmando que a festa “parecia mais São João”, principalmente pela forte presença do forró na grade musical.

Além das críticas ao estilo predominante, muitos moradores também pediram maior valorização de bandas locais, defendendo que artistas da própria comunidade tenham mais espaço na programação oficial, ampliando a representatividade e fortalecendo a identidade cultural do bairro.

As opiniões dividiram debates: enquanto alguns elogiaram a diversidade de ritmos, outros defenderam uma programação mais focada no tradicional axé e pagodão característicos do Carnaval.

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