A situação da saúde pública voltou a gerar indignação entre moradores de Jaguaripe 1, em Salvador. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o líder comunitário Cassiano Batista denunciando problemas no funcionamento da farmácia da Unidade Básica de Saúde (UBS) da localidade.
Segundo o relato, a informação repassada dentro da unidade era de que os serviços estariam funcionando normalmente. No entanto, ao conversar com pessoas presentes no local, a realidade apresentada foi diferente.
Diversos moradores afirmaram estar na unidade em busca de medicamentos, especialmente remédios contraceptivos (anticoncepcionais), mas não conseguiram atendimento.
Durante a gravação, Cassiano Batista questiona a situação e se dirige até a farmácia da unidade. As imagens mostram o espaço fechado, levantando dúvidas sobre o funcionamento do serviço naquele momento.
📢 Relato registrado no vídeo
No próprio vídeo, Cassiano Batista expõe a situação ao conversar com moradores:
“É pessoal, estou aqui na Unidade Básica de Saúde de Jaguaripe 1. Tô aqui com a população, certo? Acabei de sair de uma reunião não favorável, porque o que me disseram aqui dentro dessa unidade foi que tudo está funcionando.”
Em seguida, ele questiona mulheres presentes no local:
“Você veio buscar o quê aqui, minha amiga?”
“O anticoncepcional.”
“E a senhora?”
“O anticoncepcional.”
“E você, amiga?”
“Anticoncepcional também.”
Diante das respostas, ele conclui mostrando a situação da unidade:
“Pronto. Tá funcionando aqui essa farmácia?”
Logo depois, a câmera registra a farmácia fechada.
A cena rapidamente gerou revolta entre moradores da região de Jaguaripe e também em Cajazeiras, onde situações semelhantes já foram relatadas por usuários do sistema público de saúde.
A falta de acesso a medicamentos essenciais, incluindo remédios contraceptivos, impacta diretamente a população que depende exclusivamente do SUS, reforçando a importância do funcionamento regular das unidades e do abastecimento contínuo.
Até o momento, não houve posicionamento oficial sobre o caso.
A população segue cobrando respostas e soluções para garantir o acesso ao básico nas unidades de saúde.
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